O que é a disfunção erétil?

A disfunção erétil é uma condição que sempre afetou os homens, e isso não é só um motivo para constrangimento, mas uma questão que pode ser causada por vários fatores, e pode ter relação tanto com medicamentos utilizados, com o psicológico ou biológico do indivíduo. 

Por este motivo, um impacto negativo pode ser observado na qualidade de vida dos indivíduos e consequentemente de suas parceiras, e associado a tudo isso podem surgir ansiedade, fobias, depressão, problemas no relacionamento e na saúde sexual.

Como já dito, a disfunção erétil é um problema de causa multifatorial, ou seja, pode ser causada por inúmeros fatores,  não só fatores orgânicos, mas também medicamentos e condições psicológicas.

Ao olharmos para o passado, concluímos que essa condição sempre afetou os homens, e em 1993 o Institutes of Healthe Consensus Panel definiu a disfunção erétil como a incapacidade de um homem de alcançar e manter a ereção do pênis o suficiente para permitir uma relação sexual satisfatória.

 Durante um longo tempo, a disfunção erétil vem intimidando os homens que sofrem com esse mal e por conta do tabu, muitos não discutem sobre essa dificuldade e outros não cogitam a possibilidade de procurarem um médico especialista. 

Atualmente, mesmo com as condições existentes e as informações disponíveis, há aqueles que continuam com o incomodo achando que não tem solução, muitas vezes por vergonha de procurarem ajuda.

Estima-se que em média, 100 milhões de homens no mundo todo apresentem disfunção erétil, sendo esta a mais comum disfunção sexual encontrada nessa população após os 40 anos.

Estudos conduzidos recentemente confirmam, no Brasil, que a prevalência se aproxima de 50% após os 40 anos, algo em torno de 16 milhões de homens. 

Sintomas

A impotência sexual pode se manifestar de várias maneiras, não somente pelo fato de não conseguir manter a ereção do pênis, mas também estão propensos a problemas na ejaculação ou orgasmo. Abaixo vamos citar alguns sintomas que podem ocorrer:

Ejaculação precoce, dificuldade para obter ereção e para manter a mesma, vida e atividade sexual insatisfatória e diminuição da libido (desejo sexual reduzido), diminuição do tamanho do pênis, atrofia ou ausência testicular.

Tudo isso pode gerar fobias, ansiedade, estresse, baixo autoestima e consequentemente problemas no relacionamento e na vida sexual. Incapacidade de engravidar sua parceira, além de outros distúrbios sexuais como: anorgasmia, uma condição quando o indivíduo não consegue atingir o orgasmo.

Principais causas da disfunção erétil

Psicológicas: Problemas como depressão, ansiedade e estresse costumam afetar mais a população jovem e adulta, principalmente por conta da pressão colocada em cima dos homens pela sociedade, podendo gerar problemas e transtornos de ereção por diminuírem diretamente a libido. 

Anatômicas ou estruturais: Doenças adquiridas que afetem diretamente essa condição, ou até mesmo desde o nascimento tenham alterações na anatomia do pênis, podem apresentar problemas na ereção e nas relações sexuais. 

Problemas de circulação: A ereção depende do fluxo sanguíneo no pênis, por este motivo, problemas que dificultem a circulação de sangue para os vasos cavernosos do pênis, podem causar disfunção erétil. Temos como exemplo diabetes, triglicérides elevado, tabagismo, doenças cardiovasculares (doença arterial coronariana, hipertensão), cirurgias prévias na região da pelve e pessoas submetidas a radioterapia prévia.

Distúrbios hormonais: Um fator que pode causar alterações na libido é o desequilíbrio hormonal, como por exemplo de testosterona que influencia diretamente na ereção, a mesma estando em níveis baixos, o indivíduo tem mais dificuldades de manter uma ereção. Outras condições também podem estar relacionadas, como disfunções da glândula hipófise (hiperprolactinemia), hipertireoidismo ou hipotireoidismo, entre outras alterações.

Neurológicas: Muitos dos casos de disfunção erétil estão relacionados com problemas neurológicos. Alguma doenças degenerativas são responsáveis por essa condição (doença de Parkinson, esclerose múltipla), tumores do sistema nervoso central, AVC (acidente vascular cerebral) e traumatismos. 

Induzida por drogas: O uso de drogas como o álcool, o tabaco, heroína, cocaína, metadona e muitas outras podem afetar diretamente a ereção. Vários medicamentos podem também causar dificuldades na ereção, como remédios antipsicóticos, antidepressivos, anti-hipertensivos e remédios controlados.

Prevenção

A prevenção e tratamento é muito importante nesses casos, você pode escolher trabalhar em muitos níveis diferentes. Porém deve sempre ser reforçado que um estilo de vida saudável é um dos aspectos mais importantes para tratamento e prevenção dessa condição. E é claro, cuidar tanto da saúde mental quanto da física. 

Seguem algumas dicas para tratamento e precaução:

  • Em primeiro lugar alimentar-se de forma saudável é a chave do processo.
  • Em segundo lugar procurar ajuda e tratamento com uma nutricionista e médico para que juntos possam cuidar de quadros de doenças cardíacas, diabetes, ou outras doenças crônicas.
  • Consultar o seu médico para exames de rotina, aqueles exames regulares, para um check-up geral.
  • Evite o álcool e o tabaco, apesar de serem drogas lícitas, são responsáveis pela grande maioria das doenças causadas e afetam diretamente a ereção.

  • Faça exercícios físicos regularmente. 
  • Faça terapia, busque orientação correta para diminuir o estresse e ter uma vida mais leve.
  • E por fim seja qual for a sua etiologia, a depressão está presente em toda disfunção sexual visto que a pessoa se sente impotente.

  • portanto obtenha ajuda para depressão, ansiedade ou outros condições que afetem a saúde mental.

Tratamentos para disfunção erétil

Existem tratamentos para a disfunção erétil, mas, contudo, dependem da causa pressuposta. Porém em todos os casos é de extrema importância o acompanhamento médico, somente um especialista poderá iniciar um tratamento realmente correto e eficaz.

Primeiramente deve-se identificar e controlar os fatores de risco. O tratamento pode ser dividido em farmacológico (medicamentos que induzem a ereção), não farmacológico (aconselhamento psiquiátrico e/ou psicológico) ou cirúrgico, dependendo do caso.

É fundamental e de extrema importância que sejam realizadas as mudanças do estilo de vida, evitando a ingestão de bebidas alcoólicas, não consumir o tabaco, praticar exercícios físicos e ter uma alimentação saudável.

Estes fatores reunidos auxiliam muito no tratamento e são indispensáveis a todas as pessoas. 

Contudo para indivíduos que apresentem problemas que afetem o psicológico, a psicoterapia associada ou não a antidepressivos é recomendada.

Devendo ser acompanhada por um psicólogo ou psiquiatra.

Dessa forma outro ponto muito importante e que sempre é comentado é cuidar do relacionamento.

Avaliar a parceira e como o casal está conduzindo seus problemas e questões, é de extrema importância a comunicação entre parceiros. Muitas das vezes vale o apoio de um psicólogo para ajudar a melhorar a relação do casal.

Existem também muitos medicamentos disponíveis que induzem a ereção e melhoram a libido, ao facilitar o fluxo sanguíneo.

Ademais em alguns casos existe a opção cirúrgica, de próteses penianas que podem melhorar a qualidade de vida do homem. É possível escolher entre próteses maleáveis (semirrígidas), articuláveis ou infláveis.

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